Radão e a saúde

 

CANCRO DO PULMÃO

 

A Organização Mundial da Saúde afirma que o radão é a primeira causa de cancro do pulmão para os não fumadores e a segunda causa para os fumadores (http://www.who.int/).

 

Em 1988, o radão classificado pela IARC (International Agency for Research on Cancer) como um carcinógeno do Grupo 1, o grupo dos principais carginogénicos para o homem (http://www.iarc.fr/).

 

Em vários países, foi já demonstrado que o radão é a principal causa de morte por cancro do pulmão para não fumadores e a segunda principal causa de morte por cancro do pulmão para os fumadores. A combinação de tabaco e radão é mesmo uma mistura explosiva, podendo aumentar em muitas vezes o risco de contrair esta doença tão mortífera (ver tabela seguinte).

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(a) 148 Bq/m3 é o nível de acção recomendado pela EPA para o ar interior num edifício, ou seja, o valor a partir do qual se deve tomar medidas para mitigar o radão nesse edifício (www.epa.gov/). 

 

O maior estudo que se realizou até ao momento na Europa, abrangendo mais de 21.000 medições individuais e dados de 13 países (Darby et al. 2005) estimaram que por cada 100Bq/m3 de incremento de concentração média a que uma pessoa está exposta, a probabilidade de contrair cancro do pulmão a longo prazo cresce 16% (intervalo de confiança de 95%: 5%-31%). Este incremento não variou com a idade, com o sexo nem com os hábitos tabágicos. Estudos norte americanos e chineses chegaram a resultados similares (Krewski et al. 2005, Lubin et al. 2004). Este estudo aponta para os países que entraram no estudo, 9% de todas as mortes de cancro do pulmão foram causadas pelo radão, sendo o radão a causa de 2% de todas as mortes por cancro.

 

O primeiro estudo ecológico realizado em Portugal estimou o número de casos de cancro do pulmão atribuíveis à exposição do radão no interior dos edifícios no Norte de Portugal, entre 1565 a 2406, para o período entre 1995 e 2004. Isto indica que das 8514 mortes por cancro do pulmão observadas, entre 18 a 28% podem ser associadas ao radão (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22075535). Isto representa que morrem por ano entre 150 a 240 pessoas/ano, apenas na região norte de Portugal.

LEUCEMIA INFANTL

 

Apesar de oficialmente pelas entidades internacionais, ainda só é afirmado que o radão causa cancro do pulmão, há fortes indícios que causa leucemia infantil. Em 12 estudos que se fizeram para estudar a correlação entre a exposição ao gás radão nos edifícios e a leucemia infantil, 11 desses estudos mostraram uma correlação causa-efeito, sendo que em 8 desses estudos, essa correlação foi significativa ou forte (ver estudo no seguinte link em inglês). No entanto, este estudo alerta que ainda é necessário realizar mais testes para poder afirmar com toda a certeza esta correlação causa/efeito. Pode-se ver um dos estudos neste link em Português, incidindo sobre 53.146 crianças na Suécia, em que o risco de contrair leucemia linfática aguda em zonas de alto, médio e baixo risco de radão, foi respectivamente de 1,43%, 1,17% e 0,25%.

Estes estudos são uma das razões porque vários países decidiram começar por reparar as escolas com radão acima do recomendado pelas suas legislações, por exemplo, na Irlanda já repararam 99% das escolas com valores acima do recomendável (link em inglês) e na Noruega estão neste momento a fazê-lo (link em inglês).

 

 

As boas notícias são que através dos nossos detectores simples de usar e com custos reduzidos, é possível detectar a quantidade média de radão na sua casa, local de trabalho ou escola e que a maior parte dos problemas de radão em edifícios podem ser corrigidos de forma simples, recorrendo aos sistemas de mitigação de radão.

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