O radão no mundo

As primeiras medidas para prevenção do radão nas habitações começaram nos EUA nos anos 80, e com maior significado nas últimas duas décadas. Desde então, tanto na América do Norte como nos países mais desenvolvidos da Europa, têm-se estabelecido planos regionais e nacionais para mapear os problemas de radão em cada país, verificar quais as zonas mais sensíveis, promover campanhas de sensibilização junto das populações, para que estas conheçam o problema e se possam defender dele e têm promovido esforços no sentido de facilitar a reparação das casas com problemas de radão por vezes atribuindo subsídios para quem queira reparar a sua casa. Esses países têm ainda regulado o mercado da mitigação de radão recorrendo a regulamentos próprios e a legislação específica para o sector, definindo as regras que as empresas de medição e mitigação de radão devem cumprir e fiscalizam o cumprimento das mesmas.

 

Na Irlanda, entre 1998 e 2002 foram medidas as concentrações médias de radão em quase 3.500 escolas públicas (ver link). A quase totalidade das escolas com valores acima dos recomendados, foram já alvo de reparação através da instalação de sistemas de mitigação de radão, que servem para baixar os valores de radão para valores aceitáveis, reduzindo os riscos para as crianças, professores e demais trabalhadores. Foram ainda medidos os níveis de radão em centenas de milhares de edifícios públicos e habitações sociais, estando a ser reparados aqueles cujos valores estão acima dos indicados pela legislação. Também milhares de habitações privadas foram alvo de medição e reparação, neste caso por decisão dos moradores. As autoridades oficiais deste país de cerca de 6,4 milhões de habitantes, estimam que morrem 250 pessoas anualmente na Irlanda, vítimas do radão.

 

Também na Noruega foi implementado um vasto plano para medir os níveis de radão de todas as escolas do país e outros edifícios públicos e reparar aquelas cujos valores excedam os limites previstos na legislação (ver link). Está previsto que sejam reparadas até 2020. No âmbito dos edifícios residenciais estão previstas campanhas nacionais de medição, sensibilização para o problema, sendo que o estado norueguês comparticipa até 75%, se os moradores quiserem instalar um sistema de mitigação quando detectem valores acima dos legislados. As autoridades oficiais deste país de cerca de 5,1 milhões de habitantes, estimam que morrem 300 pessoas anualmente na Noruega, vítimas do radão.

 

Conforme estes dois últimos países, em muitos outros países da Europa e América do Norte, tem havido, principalmente nas últimas 2 décadas, muitas campanhas de sensibilização, medição e apoios/subsídios na instalação de sistemas de mitigação de radão quando detectadas situações anómalas, e existem milhares de empresas especializadas a ajudar as pessoas a livrarem-se do radão dos seus lares e locais de trabalho. Por exemplo, nos EUA, segundo a Agência Ambiental (www.EPA.gov) deste país, existem mais de 1,7 milhões de edifícios com algum sistema de mitigação de radão instalado e centenas de milhares de casas tem sido reparadas nos últimos anos, mas estimam-se que 8 milhões de edifícios têm ainda valores médios de radão acima dos recomendados. As autoridades dos EUA estimam que morrem 21.000 pessoas anualmente nos EUA, vítimas do radão.

 

Na República Checa, só se podem construir novos edifícios nas regiões de maior risco de altas concentrações de radão, se durante a construção se dotar os mesmos de sistemas de mitigação passivos, prevenindo assim o problema.

 

Em Portugal, apesar de a legislação portuguesa prever valores limites para os níveis médios de radão nos edifícios residenciais, locais de trabalho e edifícios públicos, na realidade depende das pessoas estarem atentas ao problema, medindo as suas casas, locais de trabalho ou pedindo para serem medidas as escolas dos seus filhos. Em Portugal não há estatísticas oficiais de mortes causadas pelo radão, apesar de Portugal ser um país onde o potencial do perigo do radão é um dos mais elevados da Europa, pois temos uma extensa área do país que é granítica e onde tem sido detectado consistentemente, principalmente por estudos científicos, que em determinadas regiões no Centro e Norte do país, que uma percentagem elevada dos edifícios existentes tem valores acima ou mesmo muito acima, dos valores limite recomendados pela legislação. Em Portugal, dezenas de milhares de famílias convivem diariamente com valores muito elevados de radão, ignorando o perigo a que estão sujeitos.

 

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