Perguntas e respostas sobre radão

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O radão é um gás?

 

SIM. O radão é o gás mais pesado que existe à pressão e temperatura médias na superfície terrestre. Na tabela periódica ocupa a posição 86, ou seja, tem 86 electrões e 86 protões. A forma de radão mais comum tem uma massa atómica de 222, contendo 86 protões e 136 neutrões.

É um gás nobre, inerte mas muito instável, com um tempo médio de vida de cerca de 3,8 dias. Ou seja, durante este período de tempo, metade do radão num determinado espaço transforma-se noutros produtos, chamados produtos de decaimento, num processo em que liberta poderosas partículas alfa, partículas beta e radiação gama, que podem destruir células no sistemas respiratório ou danificar o DNA das mesmas, produzindo-se células cancerosas. O radão é um dos subprodutos resultantes do decaimento do urânio, o único com a particularidade que o torna perigoso de ser gasoso e poder soltar-se dos solos.

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O radão é causado pelo granito?

 

NÃO. O radão é um dos produtos de decaimento do urânio, que está naturalmente presente nos solos. 

No entanto, existe um fundo de verdade nesta questão, pois nos solos graníticos existem frequentemente partículas de urânio em maiores quantidades e consequentemente, maiores quantidades de radão. Em Portugal e em muitos outros países, foram identificadas com maiores concentrações médias de radão em edifícios, nas regiões graníticas, apesar de que têm sido encontrados edifícios com elevados níveis de radão, mesmo em zonas não graníticas. Deve por isso ser medido o nível de radão em todos os edifícios e não apenas nas zonas graníticas. 

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É perigoso usar granito como material de construção nos nossos edifícios?

 

Normalmente não. Normalmente só constitui 1-4% do radão que entra nos edifícios.

Isto acontece também porque a superfície de contacto com o ar e os blocos de granito que estão nas nossas casas é reduzida. Já se esmagássemos essas pedras em pequenos pedaços, seriam produzido muito maiores quantidades de radão, uma vez que a superfície em contacto com o ar seria muitas vezes superior.

Já os solos por baixo das casas estão geralmente muito alterados e reduzidos a partículas muito pequenas e com uma grande superfície em contacto com o ar. No ar do solo podem pois existir quantidades enormes de radão, que acaba por entrar nas casas em maior ou menor quantidade. É do solo pois a maioria do radão que entra nos edifícios. Para mais informação, consulte o estudo: 

(http://www.marble-institute.com/pdfs/assessingexposureexecutivesummary.pdf)

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O radão causa cancro? Como?

 

SIM. O radão é um elemento muito instável, com um tempo médio de vida de 3,8 dias, tempo suficiente para este se libertar do solo e entrar nas nossas casas. O radão é um gás inerte. Quando o inspirarmos e expiramos, não acontece nada, o problema é quando este decai nos nossos pulmões.

Quando decai, o radão222 gasoso transforma-se em polónio218 sólido e neste processo, dispara uma forte energia de radiação gama e uma partícula alfa constituída por 2 protões e 2 neutrões. Por sua vez, o polónio218 que é sólido fixa-se nos nossos pulmões e, também instável, liberta outra partícula alfa e radiação gama e vai-se transformando no espaço de poucos minutos em outras moléculas instáveis que libertam mais partículas alfa, beta e radiação gama, até chegar ao chumbo210, uma partícula mais estável.

As partículas alfa são inofensivas no exterior do nosso corpo, sendo geralmente paradas pela nossa pele. Mas os nossos pulmões não têm proteção contra as partículas alfa, que dentro dos nossos pulmões são consideradas 20 vezes mais poderosas que as partículas beta ou radiação gama. Quando estas partículas e radiação atingem as  células dos pulmões e restante sistema respiratório, podem matá-las, ou pior, danificar/alterar o DNA destas. Geralmente, o nosso organismo consegue reparar os danos causados às nossas células, mas está provado que a exposição contínua dos nossos pulmões e restante aparelho respiratório a altos níveis de partículas alfa, beta e radiação gama libertadas pelo radão e pelas suas partículas de decaimento, contribuem fortemente para o surgimento de cancro no sistema respiratório (pulmão, laringe, faringe e traqueia).

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O tabaco é a principal causa de cancro do pulmão?

 

SIM. O tabaco é a principal causa de cancro do pulmão nos fumadores e a principal causa de morte por cancro do pulmão. Já para os não fumadores, a principal causa de cancro do pulmão é o radão. O radão é a principal fonte de radiação que recebemos ao longo da nossa vida, totalizando em Portugal uma média de 56% da radiação que o nosso corpo recebe. Naturalmente, nas pessoas expostas a edifícios com elevados níveis de radão, este valor é maior. Mas apesar de o radão ser a principal causa de candro do pulmão para os não fumadores, os fumadores e ex-fumadores devem estar mais atentos do que ninguém aos níveis de radão a que estão sujeitos nas suas casas e locais de trabalho. Isto porque o risco de contrair cancro de pulmão ao longo da vida para um fumador, cresce de 2% para fumadores expostos a níveis baixos de radão (48Bq/m3) para 26% em fumadores expostos a níveis altos de radão (740Bq/m3), ou seja têm 13 vezes maior risco de contrair cancro do pulmão.
E atenção que têm sido encontrados edifícios em Portugal com níveis de radão ainda superiores aos 740Bq/m3.

 

 

 

 

É possível retirar completamente todo o radão num edifício?
 
NÃO. O radão é um gás, pelo que as moléculas de radão, de dimensões submicroscópicas entram facilmente nos edifícios, vindas do solo, principalmente através de fissuras, juntas, fendas, tubagens, instalações, ou atravessando o próprio betão. Assim como não é possível impedir que as moléculas de radão entrem num edifício, penetrando através das microfissuras nas lages e paredes inferiores dos edifícios, fendas, rachaduras, junto às entradas de instalações nos edifícios como tubagens e cabos, juntas e ligações lage/paredes, também não é possível retirar completamente as moléculas de radão depois de entrarem nos edifícios.
No entanto, fruto dos estudos efetuados nos últimos 30 anos, foram já desenvolvidos vários métodos para prevenir a entrada de radão que entra nos edifícios, ou seja, mitigar o radão que entra nestes. As empresas especializadas em usar estes métodos são geralmente designadas por empresas de mitigação de radão. Alguns métodos de mitigação são especialmente eficazes. A técnica de despressurização do sub-solo dos edifícios é a técnica mais utilizada a nível mundial e a técnica que geralmente conduz a melhores resultados a preços mais reduzidos, podendo por vezes conseguir reduzir os níveis de radão em mais de 99% face ao níveil original.
 
 
 
 
 
 
É possível saber quanto radão existe na minha casa, escola ou escritório?
 

SIM. O radão é um gás incolor e sem cheiro, pelo que é impossível de detectar sem equipamento. Felizmente, existem dispositivos relativamente baratos, como os detectores passivos de radão que a LUSORADON vende, que conseguem registrar a quantidade média de radão que existe num compartimento ou secção do edifício, 

A quantidade de radão presente nos edifícios varia muito ao longo do dia e noite, ao longo dos meses e estações do ano, com a força e direção do vento em contacto com o edifício ou com chuvadas e nevascas. Por isso, testes de curta duração, que normalmente se fazem entre 7-10 dias e podem ir até aos 3 meses, têm uma margem de erro elevada e dão apenas uma indicação se o nível de radão num edifício é elevado ou reduzido. Não devem pois ser usados como única indicação na decisão de instalar ou não, um sistema de mitigação num edifício. 

Antes de decidir mitigar ou não um edifício, é muito importante efectuar um teste de longa duração, normalmente  com detectores passivos e numa duração mínima de 3 meses. Os detectores colocados são depois enviados para o laboratório independente, que de acordo com o tempo de exposição, e com os meses em que as medições foram efetuadas, aplicará parâmetros de correção de forma a determinar e informar o cliente, sobre qual é a concentração média anual de radão no edifício.

 

 

 

Recebi um relatório do laboratório com um valor de radão acima do recomendado, devo mitigar?

 

DEPENDE. Se recebeu um relatório do laboratório alertando para um nível elevado de radão, a nossa recomendação é que antes de tomar qualquer decisão, entre em contacto conosco. A LUSORADON irá analisar o seu caso, o tempo durante o qual foi feita a medição, a forma de utilização do edifício, a forma como foi realizada a medição e se houve algum factor que possa ter influenciado de forma exagerada ou causado algum erro na medição. Antes de efectuar qualquer instalação de um sistema de mitigação do radão, poderemos ainda realizar um novo teste respeitando os padrões mais exigentes, para comprovar ou não a necessidade de instalar um sistema de mitigação. Se confirmarmos que os valores de radão são elevados, podemos, se assim o entender, efectuar o estudo do edifício, possíveis locais de entrada do radão e apresentar um orçamento do sistema mais eficiente para o edifício em causa. Este estudo prévio por um especialista é fundamental, pois mesmo em edifícios geminados com exactamente a mesma estrutura, a forma mais eficiente de mitigar o radão entre os dois edifícios pode ser muito diferente entre si.

 

 

 

O valor de ação actualmente recomendado em Portugal de 200Bq/m3 para edifícios novos e de 400Bq/m3 para edifícios existentes, é seguro?
 
 
NÃO. Não existe nenhum nível de radão completamente seguro, ou seja, mesmo com níveis abaixo dos 200Bq/m3, é possível contrair cancro do pulmão. No entanto, os estudos de caso que foram efectuados até hoje, envolvendo dezenas de milhares de medições, comprovam que o risco de contrair cancro do pulmão, aumentam em média entre cerca de 16% por cada 100Bq/m3 extra. 
O nível de radão no ar exterior é geralmente muito reduzido, em Portugal andará na ordem dos 10Bq/m3. Este valor é muito reduzido, mas existe sempre um risco, apesar de ser muito menor do que respirar níveis elevados de radão no interior de edifícios.
Alguns países como os Estados Unidos da América consideram o valor máximo de radão admissível em edifícios de 148Bq/m3 e em muitas transações imobiliárias é mesmo obrigatória a medição e subsequente reparação ou mitigação do edifício, se o valor de radão medido for acima do valor recomendado. Mais ainda, a Agência de Protecção Ambiental Americana considera que um valor entre os 74Bq/m3 e os 148Bq/m3 de radão já representa um potencial risco para as pessoas que utilizam esse edifício, pelo que recomenda aos donos do edifício considerar a mitigação, quando valores desta grandeza são detectados.
Portugal definiu o valor máximo recomendado de 400 Bq/m3 para edifícios existentes com base na indicação da Euratom, a Comunidade Europeia da Energia Atómica, que entretanto já reveu este valor em 2013 e baixou para 300Bq/m3 o valor máximo em edifícios existentes e locais de trabalho, decisão que Portugal poderá implementar em breve.

 

 

 

 

Se tiver mais alguma questão, não hesite em colocá-la através do nosso contacto: geral@lusoradon.pt

 

 

 

 

 

 

 

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