Esclarecendo mitos sobre o radão

March 10, 2015

 

Não posso deixar de reparar que tanta gente associa de forma algo enganadora, o problema do radão, às casas de granito.

 

Queria pois deixar aqui um dos primeiros esclarecimentos/correções que pretendo apresentar nos próximos tempos, de forma a corrigir/alertar sobre algumas ideias erradas ou distorcidas que têm subsistido em Portugal, sobre o perigo do radão.

 

O factor número 1, se assim lhe quisermos chamar, para se ter um nível de radão elevado numa casa em Portugal, é que este esteja construído sobre um solo granítico. Os grandes blocos de granito com que são construídas muitas casas em Portugal, emanam algum radão, mas em quantidades normalmente muito menores do que as que vêm do solo. Foram já feitos numerosos estudos em muitos países do mundo que concluem sistematicamente que a maior fonte de radão num edifício é geralmente o solo e não os materiais de construção em granito. Assim, casas feitas com granito, podem ou não ter valores elevados de granito, mas casas feitas sem granito, mas construídas sobre uma região granítica, podem e têm frequentemente, valores elevados do cancerígeno radão.

 

Para todos aqueles que vivem em casas sem granito, alerto pois para não terem uma falsa sensação de segurança em relação ao radão. Se moram nos seguintes distritos: Guarda, Viseu, Vila Real, Braga, Porto, Castelo Branco e Portalegre, o risco é bastante significativo de terem um valor elevado de radão nas vossas casas, isto porque nestes distritos, os edifícios estão construídos geralmente sobre solos graníticos que tendem libertar mais radão que outros solos.

 

Para aqueles que gostam de saber os porquês, deixo algumas explicações:
1 - os solos e rochas graníticas contêm geralmente maior quantidade de urânio, que outros tipos de solos, que por sua vez emanam maiores quantidades do seu subproduto radão.
2 - as pequenas partículas, areias e pedras do solo que emanam radão, são muito mais pequenas e em maior quantidade do que os grandes blocos de granito com que se constroem normalmente as casas, por isso têm uma superfície de contacto com o ar que pode ser de centenas ou milhares de vezes maiores do que estes últimos e por consequência, a libertação de radão do solo pode ser de centenas ou milhares de vezes maior do que a dos grandes blocos de granito das casas.
3- os edifícios são normalmente aquecidos pelos sistemas de aquecimento ou de forma natural (pelo sol) criando o chamado "efeito de chaminé" em que o ar quente da casa sobe e sai pelas aberturas no topo da casa, criando desta forma uma pressão negativa junto ao solo gerando um efeito de sucção, que suga o ar do solo por baixo da casa rico em radão, através das fissuras, juntas e canalizações e o faz entrar no edifício.
4-O facto de o radão ser um gás muito pesado (cerca de 9 vezes mais pesado do que o ar), faz com que este tenda a se acumular nos níveis inferiores da casa e não tenha tanta tendência para sair naturalmente pelo efeito de chaminé no topo da casa, sendo normalmente a maior fonte de radão que se acumula nos edifícios.

 

Se quiserem mais informação sobre estudos incidindo sobre a emanação de radão por blocos de granito utilizado nos edifícios, podem consultar o seguinte estudo 

www.marble-institute.com/pdfs/assessingexposureexecutivesummary.pdf

 

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